sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

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Feliz Natal
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(e uma música boa para todos os blogueiros)
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

solipsismo

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parece que terminou o câmara clara. serão finais de domingo bem mais solitários.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

o tempo medido pelo teodolito

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poderia resumir a obra assim:
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Uma leitura mais corriqueira, mas... ... ... ... .. .... Adorei! Adorei! Adorei!
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mas também poderia dizer que certas ligações cerebrais, absolutamente desconhecidas pela minha pessoa - tal como saber ao pormenor o que se passa no córtex ou no hipotálamo, e que determinam as nossas ideias e convicções - podem ser curto-circuitadas por elaborados pensamentos filosóficos.
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certas obras podem ainda rasgar mais o horizonte, tornando o presente algo intangível, estranhamente mais longínquo. costumo dizer que vivo em dois patamares distintos ao mesmo tempo, um deles é este estrado do real, onde vão faltando algumas tábuas em que se tropeça, mas o outro é dois palmos acima dos sonhos, onde o nada é a suprema realização e absolvição. 
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julgo que a realidade é algo que se pode ter o prazer de ver, mas não de ter.
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(se este blog fosse um pouco mais simples, poderia oferecer perfumes a quem escrevesse uma boa opinião sobre o livro. mas não é. posso é tentar, depois de ler mais dois livros do mesmo autor, acrescentar algo útil)
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

novembro (that's why they call it the blues)

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

o bando de estorninhos

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o bando de estorninhos a voar na obra a jangada de pedra de josé saramago, é uma das imagens que mais me marcou na literatura. é uma imagem tão forte, tão intensa, tão real, tão hitchcock, que nunca mais me esqueci dela. para além da beleza da palavra estorninho.
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a dança dos pássaros, que fui ouvir ao vivo no theatro circo no sábado passado, é uma dessas músicas marcantes, mais parecendo ter sido resgatada a algum espaço onde só a mais refinada inspiração pode aceder. comparo-a com a imagem dos estorninhos por ter a mesma força e o mesmo primor.
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pensei no dia em que decidi não ir a penafiel ver saramago, numa homenagem da cidade (excelente festival literário aliás), e no remorso que até hoje perdura por ter falhado, por ter cedido ao conforto, por ter desperdiçado a última oportunidade para o ver. no sábado passado, ao ver tocar ao vivo antónio pinho vargas, fiquei com a certeza que quando ele morrer, poderei sorrir melancólico, mas não triste porque vi os seus rasgos de perfeição.
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

é esta a nossa hora

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e se o teu pai não aceita,
desconfia,  do que tenho para te dar
quero que saiba que trabalho
noite e dia pelo rock popular
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há lá terra mais linda....
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

outubro

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filmes
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séries
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

sunt lacrimae rerum

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passei os últimos quinze anos dividindo o tempo entre mulheres e livros.
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e vocês, quantos livros já leram? este leu mais de seis mil:
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"No matter what they may tell themselves, book lovers do not read primarily to obtain information or to while away the time. They read to escape to a more exciting, more rewarding world. A world where they do not hate their jobs, their spouses, their governments, their lives."
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

chamam-lhe indústria

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este meu grande amigo tem um talento que é um fenómeno. obstinado em tudo o que se mete, passa uma linha em que o domínio de um arte o enfastia, abandonando de seguida o mister. falta-lhe a perseverança e a vontade de deixar uma marca (a nós já nada surpreende). talvez o P3 do público lhe faça bem.
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visitem a página dele e deleitem-se. vale a pena.
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

a importância de ser ernesto

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Na verdade, quando pensamos no Mal, pensamos de imediato nas guerras, torturas, violações, homicídios, cenários macabros que põem os nossos estômagos a andar à roda. Isso, porém, é o lado mais espectacular, digamos que o mais barroco do Mal. O Mal, o verdadeiro Mal, como um gás invisível e inodoro, começa num grãozinho da areia, num simples baguinho de arroz, quer dizer, na filha da putice do dia a dia, nas sacanices no local de trabalho, na política, nas vidas pessoais, nas amizades, no modo como os seres humanos, com o seu ar de inofensivos insectos, são capazes de prejudicar e fazer sofrer os outros, sem sentimento de culpa e compaixão. Muitas vezes, a diferença entre um carrasco que fica para a história e um filho da puta que toma café na mesa ao lado da nossa, é apenas uma questão de oportunidade.
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diz-se aqui, numa nova biografia publicada recentemente sobre a vida de ernesto guevara, que o ícone terá sofrido pela escolha do caminho da resistência armada. numa tentativa de registar uma visão um pouco mais humanista, a face menos discutida do homem, esta nova biografia ilustrará a dificuldade da tomada de decisão do rumo de um idealista (na peça de oscar wilde todos adoram ernesto, mas ninguém sabe quem ele é).
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a ténue fímbria que nos separa do resvalar para um caminho sem retorno, é algo que devemos ter bem presente, para evitar que nos tornemos no símbolo do mal (conforme a citação acima transcrita).
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pensava nisto há algum tempo, e estas referências acabam por balizar o devaneio mental, e os pensamentos sobre o caminho pessoal que devo escolher. se por um lado não acredito que a força armada consiga, nos dias de hoje, resolver os desvios da política - porque esta se rodeou dos reforços militares concentrados na defesa da democracia que eles criaram -, por outro lado penso que podemos dinamitar os alicerces nevrálgicos da teia e da rede que eles construíram.
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até à pouco pensava que se poderia lutar por dentro, contrariando, dando exemplos, uma espécie de reeducação pela tirania da ridicularização, expondo as faces podres de quem acha que ganha no individualismo, e expondo os que, inocentemente, se deixam emaranhar na corrente, na roda dentada que entrou na espiral centrífuga deitando fora os que agora não servem o sistema.
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tudo isto para dizer que ainda não sei como morder os pilares do sistema, sem me envolver num dilema moral. nem sei se, num resultado final concretizado, as pessoas livres saberiam qual o objectivo de terem sido libertas.
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sei que se encontrasse a solução andaria de boina.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

exegeta

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agora as músicas. solicitaram-me um esforço colossal de memória (sobra-me pouca), para escolher umas músicas que ilustrem as voluptuosas sensações que as pautas causam na minha pessoa. não quero arriscar muito. ficam estas. para a próxima talvez consiga descer mais uns níveis no iceberg do consciente/inconsciente.
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um momento feliz:
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uma paixoneta:
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não tive. só grandes paixões. não há música para isso.
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adolescência:
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domingo, 7 de outubro de 2012

but for one crowded hour you were the only one in the room

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estou a terminar de ler o que considero ser o melhor livro que já li (saramago e philip roth perdoar-me-ão a traição). é um momento digno de comemoração. as aventura de augie march estará no topo da lista até à chegada d' o legado de humboldt (já li por aí que é outro arrombamento cerebral) obrigatório depois do banho de olimpo literário que o autor proporcionou. e a música foi uma gentileza para a qual me alertaram. não conhecia, mas é uma boa cereja.
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sábado, 6 de outubro de 2012

setembro

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filmes
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livros
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terça-feira, 2 de outubro de 2012